Tuesday, July 9, 2013

Universidade de Macau: A chegada


“Você fala português?” Eu sabia que o taxista não o falava. Talvez mandarim ou cantonês mas português? Não, não o fala, e isso é a ironia que é Macau. Acho que formava parte da província de Guangdong antes da chegada dos portugueses, assim a língua que domina é a língua local do povo. Agora se fala também mandarim devido à gran influência da China continental desde que recomeçou o controle das ilhas. Então, por que fazer tão pergunta se já sabia a resposta? Nada, talvez quisesse acreditar o contrário. Depois de tudo, estou aqui para aprender português, né? Não obstante, isto não é Lisboa. Com o meu mandarim básico, consegui fazer compreender ao taxista onde é que gostava de ir.

Acabei por falar tagalo com o guarda da universidade. Eu perguntei-lhe se falava mandarim e respondou que sim, mas ao ver o nome na sua carteira de identidade, com certeza soube que era filipino. Ele dirigiu-me ao prédio do East Asia Hall onde moram os estudantes não Macaenses. O meu nome não estava na lista mas o guarda lá designou-me um quarto compratilhado com um coreano. Não sabia o que ía acontecer logo. No dia seguinte descobriria que os outros alunos também nem tínham idea do que fazer.

A decisão de inscrever-me neste curso foi uma coisa espontânea. Eu deixei o meu trabalho em maio para viajar. Ganhei uma bolsa de estudos para aprender mandarin em China a partir de setembro. Tenho muito tempo livre até esse mês, e por alguma razão viajar sem repouso pouco a pouco se tornava bem cansativo. Ao ver na página de web da Universidade de Macau que o prazo do registro para o curso de verão ainda não acabou, optei por inscrever-me. Espontâneo sim era, mas difícil, acho que não. Com o barato que era, não tinha de convencer-me.

Para participar no curso, era necessário entregar os documentos requisitos ou por correio ou por email. Eu enviei os meus por email: cópia do meu passaporte, ficha de inscrição. Acho que não havía outro mais. A metade da propina deve ser entregue por transferência. O resto é pago durante os três primeiros dias do curso. Ao fazer isso, não recebi mais nenhuma novidade até eu chegar aqui. É um pouco estranho mas receberemos uma boa explicação no primer dia das aulas.

Como os filipinos não precisamos dum visto para permancer em Macau por um mês, eu fui com nada mais que uma mochila e alguns livros. Mesmo que já seja a minha terceira vez, é na verdade a primeira que entrei na cidade pelo aeroporto. Antes sempre vinha em ferry.

Depois de assinar todos os documentos na entrada do dormitório, cheguei finalmente ao quarto onde encontrei três coreanos, com um dos quais compartilharia a habitação por um mês inteiro. Cansado, deito na cama pensando. Bom, vim aqui para aprender português mas até agora não consegui conversar com alguem nesta língua. Logo, o coreano saiu do quarto-de-banho. “Chamo-me Theo.” Português, emfim!
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“Do you speak Portuguese?” I knew that the taxi driver could not. Perhaps Mandarin or Cantonese, but Portuguese? No, he does not speak it, and that is the irony that is Macau. I think it was part of the province of Guangdong before the Portuguese came, and so the dominant language is the vernacular of the local populace. Now Mandarin is also widely spoken because of the huge influence of mainland China since it resumed control of the islands. So, why ask such a question when I already know the answer? Nothing, perhaps I just wanted to believe the contrary. After all, I am here to learn Portuguese, right? Nevertheless, this is not Lisbon. With my basic Mandarin I managed to make the taxi driver comprehend where it was that I wanted to go.

I ended up speaking in Tagalog with the university guard. I asked him if he spoke Mandarin and he replied with a yes, but upon seeing the name on his ID, it became certain that he was Filipino. He directed me to the East Asia Hall building where the non-Macanese students reside. My name was not on the list but the guard there assigned me a shared room with a Korean. I no longer knew what would happen next. On the next day I found out that neither did the other students have any idea what to do.

The decision to register myself for this course was something spontaneous. I left my job last May to travel. I won a scholarship to learn Mandarin in China starting in September. I have a lot of free time until that month, and for some reason non-stop travel has slowly become a tiring activity for me. Upon seeing on the webpage of the University of Macau that the registration period for the summer course had not ended yet, I decided to register. Spontaneous, yes it was, but difficult, I do not think so. Considering how cheap it was, I did not have to convince myself that hard.

To enroll in the course, it was necessary to send the required documents either by post or by email. I sent mine via email: a copy of my passport, application form. I think there was nothing else. Half of the tuition was to be sent through bank transfer. The rest was to be paid during the first three days of the course. Upon doing this, I no longer received any news until I arrived here. It is a bit strange but we were bound to receive a good explanation on the first day of classes.

Since we Filipinos do not need a visa to remain in Macau for a month, I went with nothing more than a backpack and some books. Although it is already my third time, it is actually the first in which I had to enter the city via the airport. Before, I always came by ferry.

After signing all the documents at the entrance of the dorm, I finally arrived at the room where I met three Koreans, with one of whom I would be sharing the room for an entire month. Tired, I lay on the bed thinking. Well, I came here to learn Portuguese but until now I have not managed to converse in it with anyone. Then the Korean came out of the bathroom. “Chamo-me Theo.” Portuguese at last!

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